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Nem sempre aumentando o link se melhora a performance

Gostaria de compartilhar este artigo escrito no blog da Real Protect sobre otimização de Banda em link de dados: http://www.realprotect.net/blog/?p=274

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Atualmente, os serviços de telecomunicação vêm se tornando cada vez mais importantes para o negócio, seja em um pequeno escritório ou uma grande empresa. A tecnologia da informação exerce papel tão fundamental nos mais variados empreendimentos que, administrá-la com eficiência e segurança é, além de uma questão de gestão ordenada, uma questão de sucesso – ou caos.

De olho nisso, atualmente, há uma tendência no mercado que consiste em migrar para fora da infraestrutura os serviços de TI antes realizados internamente, com o objetivo de proporcionar às empresas mais eficiência, disponibilidade e segurança.

Mas, com essa tendência vem, também, uma preocupação sobre os processos de transição e elaboração dos projetos em casos de aplicações que dependem de alta performance. Encaixar as peças desse quebra-cabeça pode se tornar uma tarefa muito complexa, para a empresa e para o profissional que está a frente do projeto, em busca de soluções que atendam às peculiaridades da empresa ou negócio em questão.

Nada melhor para explicar uma proposição do que um exemplo, não é mesmo? Então, vou relembrar um projeto realizado por nós mesmo, aqui, na Real Protect, que ilustra o que falei e vai mostrar a como é preciso analisar todos os aspectos de um projeto com uma minúcia incansável, a fim de prever problemas e arquitetar soluções.

O cenário era composto de dois links, um com 2Mbps IP dedicado e o outro com 10Mbps banda larga. Quando implantado o firewall, um dos principais serviços da rede estava saindo pelo link principal, que acabou sendo o de 10Mbps. No entanto, a garantia de banda era somente 10%, por se tratar de um link banda larga. A operadora tinha aplicado o QoS para o determinado serviço, o que acabou causando lentidão nos demais que passavam por esse link de dados.

A questão é que isso não tinha ficado – e nunca fica – claro para o contratante. De acordo com as regras da ANATEL, o serviço de banda larga entregue tem 10% de garantia de velocidade. Assim, se o contratante solicitou 10Mbps, a garantia de fornecimento é de somente 1Mbps. Ou seja, o cliente não tem a quem reclamar. Nesse caso, nós também não tínhamos. Nós íamos ter de encontrar uma solução.

O aspecto positivo foi que empregamos alguns artifícios que tornaram possível ter um link com baixa velocidade, mas com uma alta performance. Mas, é claro, para esse modelo, seria interessante contratar um link IP dedicado de baixa capacidade e otimizar a conexão entre os dois pontos, pois com a banda larga, isso não ficaria interessante dependendo do projeto. A banda larga da operadora possuía como característica velocidade assíncrona, na qual Download > Upload.

Um desses artifícios é o Riverbed, um equipamento que possui esse tipo de tecnologia, e consegue otimizar até 90% da banda, dependendo do protocolo que esteja sendo utilizado. Quando esse assunto é falado em uma mesa de discussão entre profissionais de Telecom, alguns optam por aumentar a largura da banda. Mas, atenção, esta nem sempre pode ser a melhor alternativa. O equipamento, além de otimizar o link e fazer cache local, promove também o melhor gerenciamento das conexões estabelecidas e sem sombra de dúvidas, uma vez instalado esse recurso, a produtividade do negócio aumenta gradativamente. Dependendo de como a instalação do equipamento foi alinhado ao negócio, o ROI é garantido.

Ainda em tempo, outras duas tendências do mercado no que diz respeito à migração de processos, são a terceirização de serviços de telecomunicações, como o Cloud Computing e o modelo de hospedagem em datacenter. Embora o primeiro, seja, bem verdade, localizado em redes remotas em algum lugar no planeta, pode ser no próprio país ou não. Ambos os serviços são oferecidos com excelência pela Real Protect. O primeiro se destina a oferecer um provisionamento de recursos sob demanda, é possível ter acesso a operações de grande escala sem gastar recursos absurdos aumentando a infraestrutura interna. E o segundo, serve para alocar a própria infraestrutura em um ambiente mais apropriado, com redundância de fornecimento de energia e internet e outras proteções necessárias para um funcionamento seguro e contínuo.

Não se esqueça, o Riverbed pode ser monitorado pelo Nagios através do plugin: http://exchange.nagios.org/directory/Plugins/Hardware/Network-Gear/Riverbed

Por Rodrigo Menchio Faria
Especialista em Segurança, telecom e membro ativo da Comunidade Nagios

Contato: rmfaria@ma.nagios.com

Posted in: Diversos

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